Nora dormia quando sentiu uma brisa entrando pela janela. Abriu os
olhos, mas não viu nada além da janela aberta. Levantou para fecha-la, e deu um
salto quando olhou de volta para a cama.
-Minha presença lhe desagrada? – perguntou Patch, com ironia na voz.
-Não apenas... deveria me avisar quando quisesse me visitar. – Nora voltou
para a cama, e Patch deu espaço para que ela sentasse. – O que está fazendo
aqui?
- Não posso sentir saudades da minha namorada, Anjo? – Patch passou os
dedos levemente pelo rosto de Nora, e ela não pode evitar de sorrir. Depois de
um dia como aquele, tudo que ela desejava era ter um pouco de paz.
Deitando ao lado de Patch, Nora colocou a cabeça sobre o peito do anjo.
Era estranho o silencio que ouvia, nenhuma batida de coração, nenhum movimento
de respiração. Mas mesmo assim, era reconfortante o cheiro de sabonete e
hortelã que vinha dele. Ele começou a acariciar os cabelos de Nora, sem dizer
palavra alguma, mas ele parecia saber exatamente o que ela precisava. Nora
jogou o braço por cima da barriga de Patch, e quando estava quase dormindo
novamente, seu telefone tocou.
-Alô? – Nora atendeu o telefone a contragosto, voltando a se sentar na
cama.
-Nora Norinha Norão, como está minha amiga predileta? – Vee escutava
música alta do outro lado e Nora mal conseguiu reconhecer a voz em meio a
confusão.
-Vee, isso é hora de me ligar? – no relógio, já passava das 11:30 da
noite.
-Ah, que isso, agora está dormindo com as galinhas? Não não, não a
deixarei passar a noite de sexta sozinha! Vou passar ai agora para te buscar.
-Mas Vee... eu não estou sozinha.... – Nora disse mas ao se virar, não
havia mais ninguém ali.
-Oi? Quem está com você? Ah não, você não voltou com aquele...
- Não quero sair de casa, só isso... Foi um dia longo e...
- Não tem escolha, estou passando aí em 15 minutos. Se arrume, não
tolerarei atrasos!
- Vee – mas ela já havia desligado. Nora olhou ao redor, um pouco
decepcionada. Será que Patch não estivera ali?
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